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16.02.2007
Notícias

Karina Arroyo foi personalidade do mês no site UOL, confira entrevista http://camerahipismo.uol.com.br/materia.php?id_materia=404

PERSONALIDADE DO MÊS - KARINA ARROYO

Saiba mais sobre a jovem amazona que levou o Brasil ao topo do mundo no enduro


Em 2006, Karina Arroyo brilhou nas pistas do Brasil e do mundo
Ela é a responsável por ter colocado o Brasil, pela primeira vez na história do hipismo, na liderança do ranking mundial de enduro da Federação Eqüestre Internacional. A autora da façanha é Karina Arroyo. Aos 19 anos, ela viveu, em 2006, a melhor fase de sua carreira, com participações em importantes concursos internacionais e bons resultados em quase todas as provas nas quais competiu. Natural de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, a jovem amazona fechou a última temporada com os títulos dos rankings paulista e brasileiro e, apesar de a FEI ainda não ter atualizado o ranking final em seu site, também terminou 2006 com a pontuação que a credencia a ser a número 1 do mundo na categoria Jovens Cavaleiros, posição que chegou a ocupar oficialmente nos últimos meses do ano. Aguardando a confirmação de ser a líder do ranking mundial e se preparando para o seu segundo Campeonato Mundial de Young Rider, que acontece em março, na Argentina, Karina concedeu uma entrevista ao Câmera Hipismo contando um pouco sobre a sua história no hipismo, como chegou ao topo, como pretende se manter e as suas expectativas para a temporada 2007.

Conte um pouco sobre a sua história no hipismo e no enduro. Quando e onde começou a montar, seus primeiros instrutores e incentivadores, etc.
Comecei com 13 anos, no ano 2000, quando meu pai montou uma equipe de enduro com o pessoal que praticava aqui em Mogi das Cruzes. Até então eu não montava, morria de medo de cavalo. Foi quando meu pai me levou para uma prova e acabei me apaixonado por tudo aquilo. No sítio onde o pessoal treinava tinha uma eguinha de apenas 1.42m, a Kadija, que foi perfeita para mim. Com ela não tinha mais medo de nada e, depois de um mês, fiz a minha primeira prova em Holambra, ficando em 3° lugar. Desde então não parei mais. O meu maior instrutor foi meu pai (Sílvio Arroyo), que nos 2 primeiros anos de competições fez todas as provas ao meu lado, além da minha mãe e do meu irmão, que sempre estiveram comigo nas provas e foram meus grandes incentivadores.


A amazona recebendo o troféu de campeã do Ranking da CBH
Como foi o ano de 2006 para você? Faça um breve balanço.
Foi um ano que nem acredito que aconteceu. Todos os objetivos que tracei, consegui alcançar; qualificar os quatro cavalos que eu montei para o Mundial, ser convocada para o Mundial e também fazer provas no exterior. No total foram cinco, sendo três no Uruguai, uma na França e outra na Argentina. Com isso ganhei muita experiência, já que estava montando cavalos emprestados. Ainda consegui ganhar os três rankings, paulista, brasileiro e mundial, que era uma coisa que nem tinha sido planejada no começo do ano e que aconteceu naturalmente.

Falta a confirmação da FEI, mas você é a líder do ranking mundial. Fale um pouco sobre a sensação de ser a número 1 do mundo no enduro, uma modalidade de pouca tradição no Brasil?
Na verdade não me sinto a 1ª do mundo, não me sinto melhor do que ninguém, muito pelo contrário. Tenho certeza que tenho muito a aprender. De qualquer forma, espero muito que com isso o enduro comece a ser mais conhecido no Brasil e até mesmo entre as outras modalidades hípicas. Fico muito feliz por colocar o Brasil nessa posição, porque quem está fora do País e fica sabendo que quem ganhou o ranking foi uma brasileira, acaba percebendo que nós crescemos muito na modalidade.

Você esperava um ano de tanto sucesso e você no topo do ranking da FEI? Como isso foi acontecendo?
No começo do ano nem imaginei que no final estaria disputando para ficar entre os primeiros do mundo. Tudo simplesmente aconteceu, fiz as provas, acabei indo bem e fui somando pontos. Quando chegou em outubro vi meu nome em 1° na lista da FEI, foi então que realmente resolvemos brigar até o fim pela colocação, já que tinham outros cavaleiros que poderiam me passar.

Você acredita que esse seu feito pode fazer com que apareçam novos valores no enduro brasileiro?
Espero que sim. Se tudo isso que aconteceu comigo em 2006 servir de motivação para os outros, principalmente os novos Young Riders que estão vindo, já ficaria muito feliz.

Dizem que chegar no topo não é fácil, mas que o difícil mesmo é se manter. Você concorda com isso? Quais as dificuldades que você prevê para se manter entre os primeiros do mundo?
Concordo plenamente. Esse ano vai ser mais complicado, pois pretendo fazer algumas provas já na categoria adulto, que é bem mais competitiva, mas encaro a situação da seguinte maneira; esse é um ano novo e as conquistas do ano passado já foram comemoradas e já estão na memória. Agora é esquecer de tudo que aconteceu e começar a trabalhar de novo e em dobro, partindo do zero novamente.


Karina irá disputar seu 2º Mundial de Young Rider, em março
Quais as suas perspectivas para 2007?
Por enquanto a minha cabeça está voltada completamente para o Mundial, prefiro pensar em uma coisa de cada vez. Agora penso no Mundial, depois penso na próxima prova e assim vai. Tento não pensar muito se vou conquistar algum título ou se vou ganhar alguma coisa no fim. Pelo menos essa tática funcionou em 2006. (risos)

Qual a sua expectativa para o Mundial da Argentina? Você sente que o Brasil chega com boas chances?
Estamos indo com uma equipe muito forte. Tanto os cavalos como os cavaleiros demonstraram porque estão na equipe. Acho que todos estão dando o melhor de si, se preparando ao máximo para a competição, principalmente porque no último Mundial de Young Rider, ficamos em 3° lugar por equipe, que foi um resultado muito bom e que nos motivou bastante.

Na sua opinião, como está o momento do enduro brasileiro comparado a outros períodos, levando-se em conta não só o seu desempenho, mas os de outros cavaleiros e amazonas?
O Brasil cresceu muito nos últimos anos. No ranking da FEI deste ano tivemos, na categoria adultos, três cavaleiros entres os dez primeiros. O Brasil foi medalha de bronze por equipes no Mundial de Young Riders, no Bahrain, em 2005, e o País está sendo cada vez mais valorizado lá fora.

Como é o seu dia-a-dia fora do hipismo?
Estudo medicina veterinária na UnG (uma das minhas patrocinadoras). Estou no 3°ano. Faço academia para me preparar fisicamente para as provas, e no tempo livre, estou sempre com meus amigos ou com minha família.

Qual a sua projeção para o futuro? Você pretende continuar montando depois que se formar? Pretende conciliar sua profissão com o hipismo?
O enduro faz parte de mim, não me vejo longe das competições. É lógico que depois de formada, pode ficar um pouco mais difícil me dedicar, mas acho que quando tem algo pelo o que somos apaixonados, sempre damos um jeito de fazê-lo.



Perfil
Nome: Karina Camargo Arroyo dos Santos
Nascimento: 19/05/1987
Cidade Natal: Mogi das Cruzes
Cidade onde mora: Mogi das Cruzes
Signo: Touro
Um ídolo: Meu avô
Um filme: Um amor para recordar
Um livro: A semente da vitória / Nuno Cobra
Uma comida: Filé a parmegiana
Sua maior qualidade: Sinceridade
Seu maior defeito: Teimosia
Um programa de TV: Friends
Um estilo musical: Pop Rock
Uma banda ou um cantor: U2
Um hobby: Andar a cavalo (risos)
Um perfume: Lacoste
Uma viagem inesquecível: França, em 2006
Um sonho: Ser campeã mundial

Texto: José Carlos Júnior
Fotos: Cidinha Franzão e Rodrigo Eba

 

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